
Não há como escapar à sua beleza, sua forma. Olhando num mapa ou carta geográfica procuramos sempre onde está o ponto mais alto de uma determinada região. Na nossa escala de tempo as montanhas são eternas, orgulhamo-nos de sermos os “primeiros” a tocar no topo seguindo-se de uma avalanche de primazias de todo o mundo, por ordem religiosa, racial e territorial. As montanhas são eternas até que um sopro de vento as derrubem, que a água lhe desmanche e que tremores a arruínem para descansar em forma de uma colina. A montanha não é fácil nem difícil, tem que ser respeitada, não importa o seu tamanho. Parte integrante do grande ser Planeta Terra, Geia para os romanos, de onde surgiram os actuais nomes das ciências que a estudam com louvor:, geologia, geografia e geometria.
A Montanha é um local onde não há espaço para bandidos, mocinhos ou autolatria e o heroísmo é obra do instinto que, quando dominado, vira bom senso. Na montanha não existe julgamento de ações de terceiros que não o acompanham, pois a responsabilidade pelos seus actos é unica e somente sua, por opção própria, pois na montanha nada lhe é imposto.
O resultado do esforço para chegar ao topo só vale pra nós proprios. Quem entende os seus limites e julga com as coisas que a natureza lhe impõe está apenas a ser honesto com ele proprio. A montanha não é um parque de diversões, os seus erros e acertos trazem consequências sérias. O homem e a montanha, desafio eterno.
O magnetismo que o seu ponto mais alto exerce, suplanta qualquer emoção ao ser alcançado. Fascínio este que já fez tombar muitos e faz parte da história humana de desafios. Respeitemos essa hora e a dor, pois para os Homens de montanha na alma se elevam aos céus.
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